segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Entrevista com Markus Sokol, candidato à presidência nacional do PT pela chapa Terra, Trabalho e Soberania

ENTREVISTA

Porque você se apresenta candidato à presidência do PT?

Sou candidato para batalhar por uma direção do PT mais autônoma, que ouça as bases e não apenas o Planalto.
Uma direção que mobilize desde já, e não apenas em época de eleição, a força do partido – seus militantes, sindicalistas e parlamentares – em campanhas pelos interesses do povo trabalhador junto aos governos, as câmaras, as assembléias e o congresso.
O nome da chapa já indica algumas iniciativas urgentes:

Terra - cobrar de Lula a atualização do índice de produtividade da terra;
Trabalho - cobrar a Medida Provisória de proibição de demissões do governo;
Soberania - apoiar o projeto para o petróleo da Federação Única dos Petroleiros, da CUT e dos movimentos sociais, o PL 5891/09.

Desse modo, a direção do PT desenvolverá uma autentica política petista.
Agora, tenho que ser candidato por causa desta discutível regra do PED que obriga a destacar um presidente do corpo das chapas, como se pessoas pudessem estar acima das posições política no debate.
Socialista, não sou candidato de mim mesmo ou de um padrinho, sou candidato de um coletivo.

Esse projeto da FUP, subscrito por 16 deputados petistas, aparece como no PED?

Boa pergunta. O projeto do governo aumenta o controle estatal sobre a área do Pré-Sal. Mas por que só o Pré-Sal? A FUP e os deputados estão certos de colocar a retomada do monopólio estatal, ou seja, todo o petróleo para a Petrobras 100% Estatal.
Na última reunião do DN nenhuma outra corrente propunha que o PT assumisse essa posição. Então, vamos agora levar isso para os debates do PED. É a questão da hora!
O “mercado” pode não gostar, e Washington se irritar. Mas não se faz omelete sem quebrar os ovos. A recuperação da soberania nacional hoje está colocada em todo o continente. No fundo, é a ruptura com as imposições dos especuladores e privatistas que criaram a atual crise mundial
Em Honduras foram os mesmos interesses mal camuflados dos EUA que deram corda aos golpistas, contra a democracia e a soberania, corretamente defendida pelo governo brasileiro.
O respeito da soberania deveria nos pautar, inclusive retirando as tropas do Haiti, violado por tropas comandadas por generais brasileiros sob mandato da ONU.

Em vários Estados a cúpula questiona a candidatura a governador do PT por conta da política de alianças. Como você vê isso?

Quero dizer que só a candidatura no PT a presidente, Dilma, pode atender as demandas dos trabalhadores. Ninguém quer a volta dos privatistas do PSDB/DEM, de um lado, e, de outro, não nos enganamos com o papel confusionista a que Marina está se prestando.
Mas é um absurdo o PT apoiar governadores, como Cid Gomes do Ceará, inimigos do Piso Salarial dos Professores duramente conquistado pela categoria e sancionado por Lula, assim como, apoiar latifundiários do tipo Osmar Dias no Paraná. Essa política ameaça destruir o próprio PT.
Defendemos candidaturas próprias do PT e a ruptura da aliança nacional com o PMDB.
A crise de Sarney e do Senado, não precisa ser a crise do PT. Essa não é a única governabilidade, não.


BIOGRAFIA

Jovem, participou da luta contra a ditadura militar no seu colégio, em São Paulo, nos anos 60. Militante clandestino foi preso e torturado pelo DOI-CODI. Atuou na reconstrução do DCE-Livre da USP. Dedicou-se à organização independente dos trabalhadores: participou da Oposição Metalúrgica de SP nos anos 70, e foi delegado no Congresso de Fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em 1983. Organizou as campanhas pela Ratificação da Convenção 138 da OIT (proibição do trabalho infantil) e também contra o tratado da ALCA.
Publicou estudos contra a dívida e o livre-comércio, sobre as políticas compensatórias, além de trabalhos de economia e sobre as experiências de luta pelo socialismo no mundo.
Militante da Corrente O Trabalho do PT, seção brasileira da 4ª Internacional, participou da organização das conferências do Acordo Internacional dos Trabalhadores, e de atos em defesa da Nicarágua, contra a guerra no Iraque e pela paz entre os povos.
No PT desde a fundação, foi Secretário de Comunicação na campanha presidencial de Lula em 1994; atualmente é membro do Diretório Nacional
Em 2008, participou de uma delegação ao Haiti pela Retirada das Tropas Brasileiras. Este ano, foi um dos iniciadores do abaixo-assinado a Lula por uma Medida Provisória de proibição das demissões com mais de 44 mil assinaturas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Apresentação do Blog: Battisti Presidente PT/SC

Lançamos este blog da candidatura Battisti a presidente do PT de SC como uma das maneiras de informar sobre a plataforma e as atividades do candidato e das chapas “Terra, Trabalho e Soberania” (TTS). Aqueles que desde já quiserem conhecer nossas posições por uma política petista para o PT é só clicar nos links aonde estão estes textos. Os integrantes da chapa nacional e estadual de SC também estão disponíveis ao conhecimento dos filiados.
Como a candidatura Battisti – e das chapas TTS - tem como objetivo ajudar os petistas a atuarem na conjuntura política, postaremos neste blog textos de opinião sobre assuntos atuais da luta de classes para os quais queremos colaborar com nossa visão e nossa militância.
O primeiro texto é uma discussão sobre a respostas dos petistas aos ataques da direita catarinense. Na terça-feira estaremos postando uma entrevista com Battisti falando sobre os objetivos de sua candidatura. Estamos também elaborando um vídeo que oportunamente disponibilizaremos neste espaço.

Esperamos sua visita constante e seu contato com opiniões.


OS ATAQUES DA DIREITA E A LIÇÃO DE 2006
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A Executiva Estadual do PT/SC divulgou no emblemático dia 11 de setembro uma nota de apoio, assinada pela presidente Luci Choinacki, à senadora Ideli Salvati, pré-candidata do partido ao governo de nosso Estado em 2010. A referida nota fala que os ataques na imprensa contra a senadora petista visam “impedir o crescimento da avaliação positiva de Ideli no estado, que tem incomodado figuras que estão historicamente enraizadas no poder público catarinense e que temem perder o berço para um modelo que governa com o povo e para o povo”. A nota trata ainda do por que e de onde vêem estes ataques: “reconhecimento e temor da direita em relação à força da pré-candidata do PT ao Governo do Estado de Santa Catarina”.
Nesta situação, vale lembrar os episódios das eleições presidenciais de 2006. Todos os petistas hão de recordar do foguetório das viúvas de FHC, representadas naquela ocasião pela candidatura de Geraldo Alckmin à presidência da República, quando, valendo-se do bombardeio sobre o PT com as histórias do famigerado “mensalão”, emplacaram um 2º turno com Lula. Quem pode esquecer da destilação de fel de Jorge Bornhausen, já em 2005, satisfeito com o que parecia o fim da “raça petista”?
Depois ter feito uma campanha de 1º turno apática e na retranca, mais preocupada em compromissos com as “coalizões” para a “governabilidade”, a candidatura Lula amargou uma nova rodada na disputa. A virada do jogo começou com as declarações contra as privatizações que deu conteúdo político e demarcação ideológica clara, fazendo emergir o combate aguerrido da militância petista e o levantar de cabeça do nosso eleitorado.
Na minha opinião, este fato serve de lição para nosso comportamento diante dos anunciados bombardeios que antecedem 2010 e que tendem a crescer.
Se queremos sair da linha de tiro de nossos adversários temos que desde já nos entrincheirarmos com os trabalhadores do campo e da cidade (nossa base social fundamental) contra a política da tríplice aliança conduzida no governo por Luiz Henrique e apoiada pelo PMDB, PSDB e DEM em Santa Catarina. Temos que nos comprometer em reverter o parasitismo das fundações privadas no HEMOSC, CEPON e hospitais públicos, por exemplo. Devemos firmar um sério compromisso em não colocar pedágio na SC 401 ou qualquer outra rodovia estadual, cantilena já balbuciada pelo governador em exercício. Devemos nos opor a decomposição do Código Florestal nacional, defendendo a reforma agrária e o crédito agrícola ao pequeno produtor rural. Devemos nos declarar em oposição as chantagens das indústrias por cortar salários e desempregar, nos somando na campanha pela redução da jornada de trabalho e para que o Presidente Lula edite uma MP que proíba demissões. Devemos ter uma postura contrária ao desprezo pelos serviços públicos promovido por LHS e seus partidos escudeiros, a começar pelo não cumprimento do Piso Nacional dos professores.
Enfim, temos que apresentar desde já pontos programáticos que dêem ao povo trabalhador catarinense a certeza que nossa candidatura ao governo é a antítese do que aí está, sem cairmos na provocação para aceitarmos uma campanha no lodo, propositalmente pensada para confundir as silhuetas e os odores dos concorrentes.


Antônio Battisti - vereador em São José e candidato à presidência do PT em SC pela chapa "Terra, Trabalho e Soberania" (14/09/09)